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Um grave episódio de racismo foi registrado em uma escola estadual de Araraquara. O caso foi registrado nesta quarta-feira (3) e envolve gestos discriminatórios feitos por um aluno e, posteriormente, repetidos por uma professora em tom de zombaria.
A ocorrência aconteceu na Escola Professora Angelina Lia Rolfsen, localizada no bairro Cecap. Segundo o documento oficial da Polícia Civil , a vítima, de 38 anos, é vigilante da instituição.
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A vigilante presenciou a cena e interveio imediatamente. O aluno foi retirado da sala e encaminhado à direção da escola. No momento, a professora acusada posteriormente de racismo, também estava na sala e foi informada do motivo da intervenção da profissional.
Absurdo: professora repetiu os gestos, diz boletimNo dia seguinte, 29 de agosto de 2025, por volta das 14h20, a vítima relatou que passava pela sala dos professores quando presenciou um novo ato ofensivo. A própria professora, em frente a outros docentes, começou a repetir os mesmos gestos do aluno, zombando da situação.
A vigilante demonstrou clara reprovação e, diante da reação, a professora interrompeu a imitação, mas ainda afirmou ironicamente: “Você tinha que ver sua cara, ficou até branca”.
Alegação de “brincadeira”Ainda segundo o boletim, no dia 2 de setembro de 2025, tanto a vítima quanto a professora foram chamadas à direção da escola para prestar esclarecimentos. Na ocasião, a professora alegou que estaria apenas “brincando”, mas a vigilante reforçou que, para ela, a atitude foi uma ofensa grave e inaceitável, e não poderia ser tratada como brincadeira.
Registro policial e encaminhamentosO caso foi registrado como crime consumado de injúria racial, tipificado pela Lei 7.716/89. A Polícia Civil destacou que a autoria ainda é considerada desconhecida em relação ao aluno, e que o fato será encaminhado para a delegacia da área do acontecimento para prosseguimento das investigações.
Um caso de repercussão graveA denúncia é grave, pois as práticas de racismo em ambiente escolar, atinge não apenas estudantes, mas também profissionais que trabalham no local tendo como acusada uma professora.
Para a vítima, a situação causou constrangimento, ofensa à dignidade e reforça a necessidade de medidas firmes contra manifestações preconceituosas. O Portal Araraquara Agora acompanha caso.