Beber pouca água aumenta o risco de insuficiência cardíaca
Reprodução: ACidade ON
Beber pouca água aumenta o risco de insuficiência cardíaca



Um estudo recentemente realizado pela National Heart, Lung, and Blood Institute, nos Estados Unidos, mostrou que um baixo consumo de água está diretamente ligado a maiores chances de se desenvolver insuficiência cardíaca.

A publicação se baseou em dados colhidos em mais de 30 anos com mais de 16 mil pessoas adultas avaliadas.

Segundo o estudo, os corpos que se apresentaram bem hidratados mantiveram os níveis de sódio controlados e o funcionamento saudável do coração.  

O risco aumentou em 39% quando o nível de sódio estava maior que 143 mmol/L (níveis normais variam entre 135 e 145 mmol/L) na meia idade. 

Já uma quantia de sal entre 142,5 e 143 mmol/L apresentou 62% de chances do indivíduo desenvolver hipertrofia ventricular esquerda, uma condição que dificulta a capacidade do coração de bombear sangue, o que também eleva o risco de insuficiência cardíaca. 

Segundo o cardiologista Yuri Brasil, quanto mais sal um indivíduo ingerir, menores são os níveis de fluidos em seu corpo, portanto, consumir líquido suficiente é essencial para manter a proporção de sódio no patamar considerado normal.  

"A recomendação é de 2 litros de água por dia para as mulheres e 3 litros para os homens, mas essa indicação pode variar dependendo da altura e peso do indivíduo", pontua.

O especialista também alerta que além da insuficiência cardíaca, beber pouca água pode acarretar outros malefícios para o corpo e inclusive deixar o metabolismo mais lento, o que influencia nas tentativas de emagrecimento de muitas pessoas.  

"Há ainda a possibilidade de pedras nos rins, sensação frequente de cansaço, alterações de humor e até mesmo dores de cabeça", aponta.  

Dessa forma, é imprescindível que haja uma atenção especial a quantidade de água ingerida todos os dias e caso surjam sintomas característicos de insuficiência cardíaca, como falta de ar, inchaço dos pés e pernas, confusão, dificuldade para dormir a noite ou tosse com catarro, a recomendação é procurar um cardiologista o mais rápido possível, para que seja feito o diagnóstico e se receba um tratamento adequado.


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